Projeto mantém núcleos em Fortaleza e São Gonçalo do Amarante e combina esporte gratuito, acompanhamento educacional, inclusão de crianças com TEA e ações de cidadania.
O Projeto Educa Jiu-Jitsu já beneficiou mais de 1,6 mil crianças e adolescentes no Ceará ao longo de três ciclos de atividades. Com atuação em Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, a iniciativa utiliza a prática esportiva como ponto de partida para desenvolver ações de educação, inclusão social e formação cidadã.
Voltado principalmente para jovens em situação de vulnerabilidade social, o projeto atende participantes de 7 a 17 anos gratuitamente. As atividades acontecem no Dojo HC, em Fortaleza; na SiuFit Academia, no distrito de Siupé; e no Instituto Cintra, na Taíba, os dois últimos em São Gonçalo do Amarante.
Além das aulas de jiu-jitsu, os alunos recebem os equipamentos necessários para a prática, como quimonos e faixas, e contam com acompanhamento pedagógico e reforço escolar. A programação inclui ainda atividades de conscientização social e ambiental.
O Educa Jiu-Jitsu é realizado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Ceará, com patrocínio da Enel e gestão da Bem Star Treinamento Funcional. Criada pela Lei nº 15.700/2014, a política estadual permite o direcionamento de recursos incentivados para projetos esportivos e paradesportivos no Ceará.
Inclusão amplia alcance do projeto
Uma das frentes incorporadas ao Educa Jiu-Jitsu ao longo de sua trajetória foi a formação de turmas destinadas a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A modalidade de atendimento não fazia parte da proposta inicial e passou a integrar as atividades diante da demanda identificada nas comunidades.
Segundo a coordenação, famílias dos participantes têm relatado avanços relacionados à convivência, interação, desenvolvimento motor e participação nas atividades. A experiência passou a ser apontada pelo projeto como um de seus principais resultados na área de inclusão.
“O diferencial do Educa Jiu-Jitsu está na sua abrangência, atendendo não só crianças em situação de vulnerabilidade social, mas também incluindo crianças com transtorno do espectro autista”, afirma Sousa Júnior, coordenador da iniciativa.
Das comunidades às competições
O trabalho de formação também abriu espaço para a participação de alunos em competições. Atletas ligados ao projeto conquistaram títulos e pódios em eventos como Fortal Cup, Mundial BJJ Pro e Nacional BJJ Open.
Entre os nomes destacados pela iniciativa está Yohary Hipólito, que conquistou título brasileiro de jiu-jitsu na faixa branca.
Embora os resultados competitivos ampliem a visibilidade dos alunos, o projeto mantém como eixo principal o desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio da prática esportiva, da permanência nos estudos e do fortalecimento de vínculos sociais.
Educação além do tatame
Mensalmente, os três núcleos também recebem atividades relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Educação de qualidade, preservação ambiental, sustentabilidade, igualdade de gênero e inclusão social estão entre os assuntos trabalhados.
As ações buscam ampliar a formação dos participantes para além do esporte e aproximar questões sociais e ambientais do cotidiano das crianças e adolescentes.
O projeto conta ainda com apoio de instituições como Instituto Cintra, Ecoenel e Escola E.E.B. Professor Alba Herculano Araújo.
Serviço
Projeto Educa Jiu-Jitsu
Público: crianças e adolescentes de 7 a 17 anos
Núcleos: Dojo HC, em Fortaleza; SiuFit Academia, em Siupé; e Instituto Cintra, na Taíba, em São Gonçalo do Amarante
Atividades: aulas gratuitas de jiu-jitsu, acompanhamento pedagógico e ações socioeducativas
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