Encontro sobre o novo luxo, realizado pela Domah Collection Imob e Moura Dubeux em Fortaleza, discutiu como bem-estar, qualidade de vida e arquitetura passaram a influenciar a relação das pessoas com a moradia.
O novo luxo foi colocado em debate em Fortaleza a partir de três elementos que extrapolam metragem, localização ou acabamento: tempo, saúde e qualidade de vida. Esses foram os eixos do encontro “O Novo Luxo: tempo, saúde e a forma como escolhemos viver”, promovido pela Domah Collection Imob em parceria com a Moura Dubeux, na Casa MD, no Meireles.
A programação reuniu o médico André Brasil, a coordenadora de Produtos da Moura Dubeux, Samara Ruth, e o diretor da Domah Collection Imob, Márcio Andrade. A conversa aproximou saúde, arquitetura e mercado imobiliário para discutir como as prioridades pessoais interferem na maneira de escolher uma casa e de organizar a própria rotina.
A discussão parte de uma mudança de perspectiva: em vez de associar luxo exclusivamente à posse de bens ou à dimensão financeira, o encontro propôs olhar para recursos cada vez mais valorizados no cotidiano, como disponibilidade de tempo, conforto, saúde e possibilidade de usufruir melhor dos espaços.
Moradia entra na discussão sobre bem-estar
Durante o encontro, André Brasil defendeu uma compreensão mais ampla sobre saúde, que considere não apenas o tratamento de doenças, mas também hábitos, rotina e ambiente.
“Cuidar da saúde não significa apenas tratar doenças. Envolve observar como administramos nosso tempo, nossos hábitos e os ambientes nos quais vivemos. Essas escolhas exercem influência direta sobre o bem-estar”, afirmou.
A relação entre espaço e rotina também entrou no debate a partir do desenvolvimento imobiliário. Samara Ruth destacou que as expectativas em torno de um imóvel passaram a considerar aspectos que interferem diretamente na experiência diária dos moradores.
“Hoje, o imóvel não é avaliado apenas por sua estrutura. As pessoas procuram ambientes que facilitem a rotina, promovam conforto e contribuam para uma vida mais equilibrada”, pontuou.
A abordagem amplia a discussão sobre o alto padrão. Mais do que acrescentar itens a uma lista de diferenciais, a proposta é compreender de que maneira arquitetura, áreas de convivência e organização dos espaços podem responder às necessidades de quem vai utilizá-los.
Tempo passa a integrar percepção de valor
Para Márcio Andrade, outra mudança importante está na relação entre luxo e liberdade de escolha. O executivo relacionou o conceito à possibilidade de administrar melhor o próprio tempo e priorizar experiências consideradas relevantes em diferentes fases da vida.
“O luxo contemporâneo é poder ter mais tempo para aquilo que realmente importa, cuidar da saúde e viver em espaços que façam sentido para cada momento da vida. O mercado imobiliário precisa compreender essas novas prioridades e oferecer soluções alinhadas a elas”, afirmou.
A discussão também evidencia uma mudança no próprio processo de decisão imobiliária. Elementos tradicionalmente considerados na compra continuam relevantes, mas passam a dividir espaço com questões ligadas à rotina, às relações familiares, ao conforto e à expectativa de qualidade de vida.
Nesse cenário, morar deixa de representar somente uma escolha patrimonial. A residência passa também a traduzir prioridades pessoais e a forma como cada pessoa pretende distribuir um recurso que não pode ser ampliado: o próprio tempo.
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