Com VGV estimado em R$ 3 bilhões, Península Três Marias prevê 195 residências, marina, hotelaria, gastronomia, aviação executiva e experiências voltadas ao público de alta renda.
O Governo de Minas Gerais formalizou um protocolo de intenções para apoiar a implantação do Península Três Marias, empreendimento imobiliário e turístico que prevê R$ 600 milhões em investimentos às margens da represa de Três Marias, formada pelas águas do rio São Francisco.
Desenvolvido pela Elemental Construtora, o projeto tem Valor Geral de Vendas estimado em R$ 3 bilhões e aposta na combinação entre segunda residência, turismo náutico, hotelaria e serviços de alto padrão para reposicionar a região no mercado brasileiro de destinos de luxo.
O Protocolo de Intenções nº 25/2026 foi firmado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e da Invest Minas e publicado no Diário Oficial do Estado em 2 de outubro. O acordo prevê apoio institucional durante as etapas de implantação e operação, dentro das competências dos órgãos públicos e das exigências legais aplicáveis.
A previsão estabelecida no documento é de R$ 135 milhões em investimentos em 2027, R$ 210 milhões em 2028 e R$ 255 milhões em 2029.
Projeto ocupará 6,9 milhões de m²
Após novo georreferenciamento da área, o Península Três Marias passou a considerar um território de aproximadamente 6,9 milhões de metros quadrados. O desenvolvimento será dividido em cinco fases e prevê cerca de 195 unidades residenciais.
A baixa densidade é um dos pilares do projeto, que busca integrar as construções à paisagem do Cerrado e à presença da água. A proposta arquitetônica prevê edificações de menor altura e utilização de materiais como pedra, madeira, argila e fibras naturais.
Além das residências, o complexo deverá reunir marina, hotelaria, restaurantes, spa, haras, espaços dedicados à arte, biblioteca, deques de pesca e estruturas voltadas ao lazer e ao bem-estar. Entre os conceitos apresentados também estão cinema flutuante e um campo de golfe ainda em estudo.
A estratégia coloca o empreendimento em uma categoria que ultrapassa o condomínio residencial tradicional e se aproxima do modelo de destinos integrados, nos quais imóveis, hospitalidade, gastronomia, lazer e serviços são desenvolvidos dentro de um mesmo ecossistema.
Turismo de luxo mira Três Marias
A localização é um dos principais ativos da operação. A represa de Três Marias já possui relação consolidada com pesca esportiva, navegação e turismo de natureza, mas o novo empreendimento tenta ampliar essa vocação para alcançar o público de segunda residência e alta renda.
“Nossa ambição é transformar Três Marias em um dos destinos mais desejados do Brasil. Estamos falando de uma região com uma natureza extraordinária, uma represa de proporções impressionantes e um potencial turístico ainda pouco explorado”, afirma Thiago Castilho, fundador da Elemental Construtora.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, investimentos ligados às vocações regionais podem ampliar a atividade econômica no interior mineiro.
Segundo ela, o turismo tem potencial para fortalecer cadeias de negócios, atrair novos investimentos e criar oportunidades de trabalho e renda.
Aviões integram estratégia de acesso
Outro braço do projeto está na conectividade aérea. A Elemental mantém uma parceria com a empresa de aviação executiva Flapper para oferecer transporte destinado aos residentes do Península Três Marias.
A proposta apresentada prevê cinco aeronaves, incluindo jato executivo e avião anfíbio, com conexões a partir de importantes mercados emissores do público de alta renda.
Estão previstas operações partindo do Campo de Marte, em São Paulo, da Pampulha, em Belo Horizonte, além de Brasília e Goiânia, com chegada pelo aeroporto municipal de Três Marias.
A mobilidade aérea busca reduzir uma das principais barreiras para empreendimentos de segunda residência distantes dos grandes centros: o tempo de deslocamento.
Investimento pode criar nova cadeia econômica
O impacto projetado não se restringe ao mercado imobiliário. Durante a implantação, o empreendimento deverá movimentar construção civil e fornecedores. Na operação, a expectativa está na ampliação da demanda por hotelaria, gastronomia, transporte, manutenção, comércio, turismo náutico e serviços especializados.
O planejamento também prevê participação de artesãos locais e incorporação de referências culturais e materiais associados ao território mineiro.
“Não queremos apenas construir um empreendimento de alto padrão. Queremos contribuir para a transformação econômica e turística de Três Marias”, afirma Castilho.
Com o protocolo firmado, o Península Três Marias entra em uma nova etapa de implantação e coloca a região diante de uma aposta de grande escala: transformar sua relação histórica com o rio São Francisco e a represa em um produto turístico, imobiliário e de hospitalidade voltado ao mercado nacional de alta renda.
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