Novo espaço tem 444 m², equipe multidisciplinar e fortalece a atuação da companhia em pesquisas clínicas patrocinadas pela indústria farmacêutica
A Hapvida inaugurou, nesta terça-feira (23), um novo Centro de Pesquisa Clínica em São Paulo, em um movimento estratégico para ampliar sua atuação no desenvolvimento científico em saúde e atrair novos estudos clínicos patrocinados pela indústria farmacêutica. O espaço funciona no prédio do Qualivida Higienópolis, na Rua São Vicente de Paulo, 463, no bairro Santa Cecília, e representa uma ampliação significativa da estrutura anterior.
Com 444 m², o novo CPC é oito vezes maior que o espaço anterior e foi projetado para aumentar a capacidade operacional da companhia na condução de pesquisas clínicas, no recrutamento de pacientes e na construção de parcerias com instituições de pesquisa, empresas farmacêuticas e projetos ligados à geração de evidências do mundo real, conhecidas como Real World Evidence.
A inauguração também reforça a estratégia da Hapvida de conectar assistência, tecnologia e ciência aplicada em saúde. A companhia, que tem sede em Fortaleza e atuação nacional, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia nas cinco regiões do Brasil.
Estrutura reforça a conexão entre assistência e inovação
O novo centro conta com uma equipe de 25 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, coordenadores de pesquisa, farmacêuticos e médicos pesquisadores. A estrutura foi pensada para atender padrões científicos e regulatórios exigidos para a condução de estudos clínicos, com foco em segurança, qualidade e acompanhamento dos participantes.

“Esse crescimento nos posiciona de forma ímpar diante da indústria farmacêutica e reforça nosso compromisso com padrões internacionais de excelência científica. Queremos usar a pesquisa e seus resultados para democratizar a inovação, com impacto direto na vida de milhares de brasileiros”, afirma Rodrigo Sardenberg, diretor de Pesquisa Clínica da Hapvida.
A atuação do centro se concentra no desenvolvimento de estudos clínicos, apoio a novos medicamentos, tratamentos, dispositivos médicos e projetos de evidência do mundo real. A proposta é transformar a base assistencial da operadora em um ambiente capaz de contribuir para o avanço de terapias e tecnologias em saúde, sempre dentro dos protocolos éticos e regulatórios aplicáveis.
Meta é incluir 1.400 pacientes em novos estudos em 2026
Os números divulgados pela Hapvida indicam avanço na operação do centro. A meta da companhia é incluir 1.400 pacientes em novos estudos clínicos em 2026. Até o momento, mais de 1.000 participantes já foram selecionados para pesquisas, segundo a empresa.
Outro indicador destacado é a taxa de retenção de pacientes, que chegou a 95,8%. Para estudos clínicos, a permanência dos participantes ao longo das etapas previstas é considerada um fator importante para a qualidade dos dados, a segurança do acompanhamento e a confiabilidade dos resultados.
A Hapvida também projeta ampliar sua produção científica. Para 2026, a meta é publicar 20 artigos em revistas indexadas no PubMed, uma das principais bases internacionais de literatura científica. Até o fim de maio, 13 artigos já haviam sido publicados. Em 2025, o centro registrou 21 publicações, superando a meta inicial de 15 trabalhos.
Inteligência artificial reduz tempo de seleção de pacientes
Um dos diferenciais operacionais do Centro de Pesquisa Clínica é o uso de uma plataforma própria de inteligência artificial para apoiar o recrutamento de participantes elegíveis. De acordo com a Hapvida, a tecnologia reduziu em 80% o tempo gasto na identificação de pacientes aptos a participar dos estudos.
O processo de recrutamento é conduzido por um time dividido em três camadas, com atuação voltada à triagem, análise de critérios e direcionamento dos pacientes aos protocolos compatíveis. A estratégia busca tornar o processo menos demorado e preciso, especialmente em pesquisas que exigem perfis clínicos específicos.
A utilização de inteligência artificial ganha relevância diante da escala nacional da Hapvida. Com beneficiários distribuídos em diferentes regiões do país, a companhia aposta na tecnologia para localizar perfis elegíveis em uma base ampla e diversa, o que pode ampliar o interesse de patrocinadores nacionais e internacionais.
Rede de parceiros deve ganhar nova força
Atualmente, o Centro de Pesquisa Clínica da Hapvida conta com 88 parceiros, entre instituições de pesquisa, projetos de Real World Evidence e iniciativas de referenciamento de pacientes. A expectativa da companhia é que a nova estrutura gere impacto reputacional no mercado nacional e ajude a abrir novas frentes de cooperação internacional.
“A expansão vai gerar uma grande repercussão reputacional no mercado nacional. E estamos trabalhando para chegar também ao nível internacional, com novas parcerias que serão feitas ao longo do ano”, destaca Sardenberg.
Com a inauguração, a Hapvida passa a reforçar sua presença em um campo estratégico para a saúde: a pesquisa clínica aplicada em escala. A ampliação do centro, somada ao uso de inteligência artificial e à rede de parceiros já estabelecida, posiciona a companhia em um ambiente de disputa por estudos, investimentos e inovação no setor.
Serviço
O quê: Novo Centro de Pesquisa Clínica da Hapvida
Onde: Qualivida Higienópolis
Endereço: Rua São Vicente de Paulo, 463, Santa Cecília, São Paulo
Área: 444 m²
Equipe: 25 profissionais
Foco: Estudos clínicos, recrutamento de pacientes, projetos de Real World Evidence e parcerias com a indústria farmacêutica
Meta para 2026: 1.400 pacientes incluídos em novos estudos clínicos
Publicações científicas: meta de 20 artigos em revistas indexadas no PubMed em 2026
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