Programação deste sábado (17), no Centro de Fortaleza, reúne acervo de duas décadas da comunicação sindical e exibição do clássico dirigido por Federico Fellini

A memória da comunicação produzida por movimentos sindicais e um dos clássicos do cinema italiano dividem espaço neste sábado (17) na Associação Cearense de Imprensa (ACI), no Centro de Fortaleza. A programação começa às 8h com a exposição “Memória do Jornalismo Sindical” e segue, às 9h30, com a exibição de “Amarcord”, de Federico Fellini, pelo projeto Cinema, Café e Tapioca.

Realizada pela ACI em parceria com a Metamorfose Comunicação, a mostra reúne revistas, fotografias, jornais, panfletos, cartazes e outros materiais relacionados ao jornalismo sindical. O acervo foi produzido e selecionado ao longo dos últimos 20 anos e recupera diferentes formatos utilizados para informar trabalhadores, registrar mobilizações e comunicar pautas de entidades representativas.
Parte desse material foi apresentada na terça-feira (13), durante programação realizada no auditório do Ministério Público do Trabalho no Ceará. O encontro recebeu o debate “Sindicalismo em Ação: Memória que inspira, igualdade que transforma e direitos que protegem”, que contou com a participação do presidente da Associação Cearense de Imprensa, Eliézer Rodrigues.
Jornalismo sindical preservado
Mais do que reunir peças impressas, a exposição coloca em evidência o papel da comunicação na documentação de diferentes momentos da organização dos trabalhadores.
Jornais, fotografias, cartazes e panfletos funcionam também como registros de época, permitindo acompanhar transformações na linguagem, nas pautas e nas estratégias adotadas por sindicatos e outras entidades ao longo dos anos.
Na ACI, o acervo passa a integrar a programação mensal do Cinema, Café e Tapioca, aproximando memória da imprensa e produção cinematográfica.
Fellini ocupa a tela
Às 9h30, a programação segue com “Amarcord”, produção de 1973 dirigida por Federico Fellini. O longa acompanha acontecimentos de uma pequena comunidade italiana durante os anos 1930, período marcado pelo avanço do fascismo no país.
A narrativa é construída a partir das experiências do jovem Titta, interpretado por Bruno Zanin, e atravessa temas como família, religião, educação, comportamento e política.
O próprio título remete à ideia de lembrança. “Amarcord” deriva de uma expressão do dialeto da região da Emília-Romanha associada ao significado de “eu me lembro”, elemento que dialoga diretamente com a atmosfera de memória presente na obra.
Embora Fellini rejeitasse classificar o filme como autobiográfico, a produção mantém relações com lembranças e referências de sua juventude na Itália.
Filme premiado
Com roteiro de Federico Fellini e Tonino Guerra e trilha sonora de Nino Rota, “Amarcord” tornou-se uma das produções mais reconhecidas da filmografia do cineasta italiano.
O longa conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para a Itália e posteriormente recebeu indicações da Academia nas categorias de direção, para Fellini, e roteiro original, assinado por Fellini e Tonino Guerra.
Após a sessão na ACI, o público poderá participar de um debate sobre o filme.
Serviço
Exposição “Memória do Jornalismo Sindical” e Cinema, Café e Tapioca
Data: 17 de outubro de 2026, sábado
Local: Associação Cearense de Imprensa (ACI)
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 735, Centro, Fortaleza
8h: café e tapioca e abertura da exposição “Memória do Jornalismo Sindical”
9h30: exibição de “Amarcord”, de Federico Fellini, seguida de debate
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