Roberto Dom, Edu Silvera e Claudinho Maciel dividiram o palco do Teatro Armando Gonzaga em apresentação com banda ao vivo, repertórios autorais e forte participação da plateia
A música gospel ocupou o palco do Teatro Armando Gonzaga, no Rio de Janeiro, em uma noite construída a partir do encontro de diferentes momentos, repertórios e experiências do gênero. Roberto Dom, Edu Silvera e Claudinho Maciel se apresentaram no espaço no dia 19 de setembro diante de uma casa cheia, acompanhados por banda ao vivo.
Em vez de concentrar a programação em um único repertório, o espetáculo reuniu três trajetórias e criou uma sequência que passou por músicas autorais, canções já conhecidas do público, participações conjuntas e composições que ajudam a contar diferentes fases das carreiras dos artistas.
A resposta da plateia tornou-se parte central da apresentação. Em diversos momentos, o público acompanhou as músicas, cantou com os artistas e reforçou o caráter de proximidade proporcionado pelo formato em teatro.
Três repertórios, uma mesma plateia
Edu Silvera levou ao palco músicas como “Raridade”, de Anderson Freire, “Chave da Vitória”, “O Dono da Promessa” e “Deus Vai na Frente”, de Wilian Nascimento. Também integrou o repertório “Deus, Sara Esta Nação”, da Comunidade de Nilópolis.
Entre as músicas apresentadas, “Deus Vai na Frente” e “Chave da Vitória” estiveram entre as que provocaram maior participação da plateia.
Para Silvera, a apresentação representou outro passo na construção de sua trajetória artística.
“O Teatro Armando Gonzaga representa muito mais do que um espaço físico: representa uma oportunidade de colocar minha arte diante de um público, dividir uma mensagem através da música e perceber que toda uma caminhada está construindo novos capítulos”, afirmou.
Roberto Dom apostou especialmente no trabalho autoral. “Mesmo Sem Merecer”, “Meus Sonhos São Teus” e “Tempo de Conquista” estiveram entre as músicas escolhidas para o show.
A apresentação de “Uma Coisa Nova”, de Marquinhos Gomes, também ganhou participação expressiva do público. Já “Tempo de Conquista” proporcionou um dos encontros da noite, com Claudinho Maciel dividindo o palco com Roberto Dom.
Claudinho Maciel revisita 30 anos de trajetória
O show também teve um componente de memória para Claudinho Maciel. Em 2026, o cantor completa 30 anos de ministério e aproveitou a apresentação para percorrer diferentes etapas da carreira.
O repertório reuniu “Perfeição”, do primeiro álbum, lançado em 1996, além de “Deus na Frente Sempre”, “Vem Ser Feliz”, “Deus Nunca Te Abandonou”, “Vem Me Tocar” e “Valeu a Pena Esperar”.
Lançada originalmente no álbum homônimo de 2001 e posteriormente apresentada também em versão remix, “Valeu a Pena Esperar” foi reservada para o encerramento e estava entre as canções aguardadas pela plateia.
“Deus Nunca Te Abandonou” também se destacou pela reação do público durante a interpretação.
A escolha de músicas de diferentes períodos deu à apresentação um caráter retrospectivo sem transformar o repertório apenas em celebração do passado. Ao lado das canções já conhecidas, o artista mantém novos projetos em desenvolvimento.
Banda ao vivo amplia experiência do espetáculo
A construção musical da noite também passou pela banda que acompanhou os três cantores.
Claudio Teixeira assumiu os teclados, Luciano de Souza ficou responsável pela guitarra, Messias Fidelis pelo baixo e Eduardo Oliveira pela bateria.
Os músicos carregam experiências em diferentes segmentos da música brasileira e gospel, incluindo trabalhos, turnês, gravações e apresentações ao lado de outros artistas.
A presença de uma formação completa permitiu que os repertórios ganhassem arranjos voltados ao palco e reforçou uma das características da apresentação: tratar o encontro como espetáculo musical, com identidade própria para cada cantor e pontos de conexão entre eles.
Do encontro no palco aos próximos trabalhos
Depois da apresentação no Rio, os três artistas seguem com novos projetos.
Roberto Dom prepara um novo trabalho e um novo show. Edu Silvera trabalha em músicas, conteúdos e novas oportunidades para os próximos meses.
Claudinho Maciel também prepara um single composto em parceria com a esposa, Daniela Marques, enquanto mantém a agenda de apresentações em igrejas e eventos durante o ano em que celebra três décadas de ministério.
O encontro no Teatro Armando Gonzaga mostrou justamente essa combinação entre memória e continuidade. Canções que acompanham os artistas há anos dividiram espaço com repertórios mais recentes e projetos que ainda chegarão ao público.
Com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, a Funarj, a apresentação transformou o palco em ponto de encontro entre artistas de percursos distintos e uma plateia disposta a participar do espetáculo do início ao fim.
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