Produtor amplia atuação na música cristã e conduz trabalhos com propostas distintas, incluindo o álbum “O Fogo Não Pode Apagar”, de Marcus Salles
O produtor musical Rodrigo Alves Cruz amplia sua atuação na música cristã com novos projetos de Marcus Salles e do Coral Verbo. Os trabalhos colocam o profissional diante de propostas sonoras distintas e reforçam uma trajetória construída a partir da produção, dos arranjos e da adaptação da linguagem musical à identidade de cada artista.
Entre os projetos está “O Fogo Não Pode Apagar”, novo álbum de Marcus Salles. Gravado ao vivo no Projeto Vida Nova Campo Grande, no Rio de Janeiro, o trabalho reúne oito canções, sendo sete autorais e uma versão, e tem lançamento previsto para outubro. A produção musical é assinada por Rodrigo.
A primeira faixa apresentada ao público foi “Redenção”, lançada em agosto. O disco também terá participações de Eli Soares, Samuel Messias e dos filhos de Marcus, Rebeca e Asafe.
Parceria com Marcus Salles atravessa diferentes projetos
A colaboração entre Rodrigo Alves Cruz e Marcus Salles não começou no novo álbum. O produtor esteve envolvido em outros trabalhos do cantor, incluindo “Estamos de Pé”, lançado inicialmente em 2020 e posteriormente integrado ao projeto homônimo ao vivo.
A experiência acumulada ao longo dessa parceria permite que os dois desenvolvam o novo repertório preservando elementos já associados ao trabalho de Salles enquanto incorporam novas possibilidades aos arranjos.
Para Rodrigo, uma produção não precisa repetir os mesmos instrumentos, timbres ou soluções para carregar a identidade de quem está por trás dela. Sua proposta é analisar a mensagem, a interpretação e a dinâmica de cada canção antes de definir os elementos que farão parte da gravação.
“Não quero colocar informação apenas porque tenho a possibilidade de colocar”, afirma o produtor ao explicar sua abordagem.
A lógica aparece justamente em “O Fogo Não Pode Apagar”. O projeto mantém a vertente congregacional presente na trajetória de Marcus Salles, combinada a elementos do pop-rock e referências de black music.
Coral Verbo exige outra construção sonora
Ao mesmo tempo, Rodrigo Alves Cruz também conduz o próximo projeto do Coral Verbo. A formação coral impõe desafios diferentes daqueles encontrados em uma produção centrada em um intérprete solo.
Nesse caso, a arquitetura das vozes, a distribuição dos registros e a relação entre as diferentes camadas ganham papel central. A proposta é construir uma sonoridade de grande dimensão sem fazer com que o conjunto se transforme apenas em uma massa vocal uniforme.
O produtor busca preservar nuances, movimentos e características humanas do coral, fazendo das vozes o elemento principal da experiência musical.
A diferença entre os trabalhos de Marcus Salles e Coral Verbo também evidencia a estratégia adotada por Rodrigo: adaptar a produção ao projeto em vez de fazer artistas diferentes reproduzirem uma mesma fórmula sonora.
Produtor mira novos projetos
Com os trabalhos em andamento, Rodrigo Alves Cruz pretende ampliar sua presença no segmento cristão e desenvolver projetos com artistas de diferentes gerações.
O produtor também aponta para uma expansão internacional, com o objetivo de trabalhar em produções que possam dialogar com outros mercados sem abandonar características da música cristã produzida no Brasil.
A fase atual reúne, portanto, duas frentes distintas. De um lado, uma parceria já consolidada com Marcus Salles entra em novo capítulo com “O Fogo Não Pode Apagar”. Do outro, o Coral Verbo exige uma construção voltada à força coletiva das vozes.
Nos dois casos, Rodrigo sustenta a mesma premissa: a produção deve estar a serviço da música e da mensagem, e não apenas da quantidade de recursos disponíveis.
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