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Projeto ZRO transforma resíduos em peças de design e conecta sustentabilidade, inovação e capacitação de mulheres em Fortaleza, com apoio da Nacional Gás e da Minalba Brasil
O plástico que normalmente encerraria seu ciclo como resíduo ganha novas formas, funções e significado na CASACOR Ceará 2026. O projeto ZRO apresenta uma proposta que combina reaproveitamento de materiais, design e impacto social, mostrando como aquilo que seria descartado pode retornar à cadeia produtiva transformado em mobiliário e outras peças.
A iniciativa conta com apoio da Nacional Gás e da Minalba Brasil, empresas do Grupo Edson Queiroz, e coloca em evidência não apenas o resultado final dos produtos, mas também as pessoas e os processos envolvidos em sua criação.
Em Fortaleza, uma das frentes do projeto envolve mulheres da Comunidade da Quadra. Por meio das Oficinas de Transformação do ZRO, elas participam da produção das peças e desenvolvem novas habilidades ligadas ao reaproveitamento do plástico.
Do descarte à criação
A proposta do ZRO parte de uma mudança de perspectiva sobre um dos resíduos mais presentes no cotidiano. Em vez de enxergar o plástico descartado apenas como um problema ambiental, o projeto trabalha possibilidades para reinseri-lo em um novo ciclo de utilização.
O material passa por processos de transformação até assumir diferentes formatos, demonstrando que inovação e design podem contribuir para ampliar a vida útil de matérias-primas que, de outra forma, poderiam seguir diretamente para o descarte.
Na CASACOR Ceará, essa transformação chega ao público por meio de peças que exploram características estéticas e funcionais do plástico reaproveitado.
O design dos produtos é assinado pelo Estúdio Érico Gondim, responsável por trabalhar as possibilidades do material na criação de mobiliários e outros objetos.
Mulheres no processo
A dimensão social ocupa espaço central na proposta. As Oficinas de Transformação do ZRO funcionam como ambientes de capacitação e produção, aproximando conhecimento técnico, trabalho manual e novas possibilidades de atuação.
Em Fortaleza, mulheres da Comunidade da Quadra estão inseridas nesse processo. A participação permite o desenvolvimento de habilidades relacionadas às etapas de transformação e produção das peças, conectando a agenda ambiental a uma atuação voltada à geração de oportunidades.
Dessa forma, o projeto amplia a discussão sobre sustentabilidade ao mostrar que a economia circular pode envolver também capacitação, inclusão produtiva e desenvolvimento social.
A trajetória do ZRO também inclui a contribuição da THP, The Human Project, cuja participação faz parte do desenvolvimento da iniciativa.
Design ganha vitrine
Na CASACOR Ceará 2026, parte desse trabalho pode ser conhecida no ambiente Estar Urbano, projeto arquitetônico assinado por Laura Rios e Liana Feingold.
A presença do ZRO dentro de uma mostra de arquitetura e design aproxima a discussão sobre resíduos de um público interessado em novas formas de pensar materiais, produtos e espaços.
Ao transformar plástico descartado em objetos inseridos em um ambiente de design, o projeto evidencia como a sustentabilidade pode deixar de aparecer apenas como conceito e assumir uma aplicação concreta.
A proposta também estimula uma reflexão sobre a origem dos materiais utilizados no cotidiano, seu tempo de vida e as possibilidades existentes depois do primeiro uso.
Empresas ampliam participação
O apoio ao ZRO integra a participação da Nacional Gás e da Minalba Brasil na CASACOR Ceará 2026.
Além do projeto, a Nacional Gás está presente na Cozinha Raízes, ambiente gourmet da mostra.
Já a Minalba Brasil participa como água oficial da edição, com as marcas Indaiá e Minalba presentes em diferentes espaços.
No ZRO, a atuação das empresas se conecta diretamente à proposta de reaproveitamento de resíduos e transformação social apresentada ao público.
Mais do que exibir peças prontas, a iniciativa leva para dentro da CASACOR Ceará uma cadeia que começa no material descartado, passa por conhecimento, capacitação e produção e termina em novos objetos de design.
É nesse percurso que o plástico deixa de ser visto apenas como resíduo e passa a ocupar outro lugar: o de matéria-prima para novas possibilidades.
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