Com 87% de reaproveitamento em 2025, Grupo Fornecedora mostra como triagem, logística reversa e economia circular podem reduzir impactos ambientais e gerar retorno financeiro
O avanço da economia circular dentro das empresas tem se tornado uma resposta concreta a um dos principais desafios ambientais do Brasil: o baixo índice de reciclagem. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente, o país gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024, enquanto 7,1 milhões de toneladas de resíduos secos foram encaminhadas à reciclagem, o equivalente a 8,7% do total gerado. (Abrema)
Nesse cenário, a gestão de resíduos nas cadeias produtivas privadas começa a se destacar como caminho para ampliar resultados sustentáveis e, ao mesmo tempo, fortalecer a eficiência dos negócios. Um exemplo é o Grupo Fornecedora, empresa com atuação nos segmentos de locação de máquinas e equipamentos pesados para indústria, construção civil, setor energético e portuário. (Fornecedora Nordeste)
Ao longo de 2025, a companhia alcançou 87% de reaproveitamento dos resíduos gerados em suas unidades, superando a meta inicial de 80% estabelecida internamente. O resultado foi conduzido pela área de Meio Ambiente da empresa e evidencia como a criação de métricas, a separação correta dos materiais e a destinação adequada podem transformar um passivo ambiental em ativo econômico.
A operação também gerou receita direta de R$ 209.690,84 para a empresa no período. O valor reforça a viabilidade financeira da economia circular quando aplicada em escala corporativa, especialmente em setores que lidam com manutenção, frotas, maquinário pesado e resíduos com alto potencial de reaproveitamento.
O maior volume gerenciado pela companhia foi o óleo contaminado proveniente da manutenção de frotas e caminhões. Ao todo, foram destinados mais de 122 mil litros do material, com faturamento de R$ 193.501,25 a partir de parcerias com usinas licenciadas responsáveis pelo processo de rerrefino.
Na prática, o rerrefino permite remover impurezas como água e sólidos, transformando o resíduo em óleo básico com características equivalentes às do produto de primeiro refino. Esse tipo de destinação reduz riscos ambientais, amplia o ciclo de vida do material e evita que resíduos perigosos sejam descartados de forma inadequada.
O desempenho do Grupo Fornecedora é resultado de um programa contínuo de coleta seletiva iniciado em 2023, que envolveu áreas operacionais e administrativas no descarte correto dos materiais. A iniciativa dialoga com um desafio nacional ainda persistente: apesar da importância da reciclagem ser amplamente reconhecida, pesquisas sobre o tema mostram que a falta de coleta seletiva, informação e adesão da população segue como obstáculo para ampliar os índices de reaproveitamento no país. (Abrema)
A atuação corporativa também se conecta ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 da Organização das Nações Unidas, voltado ao consumo e à produção responsáveis. Entre as metas do ODS 12 estão a gestão sustentável, o uso eficiente dos recursos naturais e a redução substancial da geração de resíduos por meio de prevenção, redução, reciclagem e reuso. (As Nações Unidas em Brasil)
Ao transformar descarte em receita e resíduos em novos insumos, a experiência reforça que sustentabilidade empresarial deixou de ser apenas uma pauta reputacional. Em setores produtivos de grande impacto, a gestão ambiental estruturada passa a ocupar espaço estratégico na redução de custos, no cumprimento de normas, na valorização de recursos e na construção de modelos de negócio alinhados à economia circular.
Serviço
Tema: gestão corporativa de resíduos, economia circular e reciclagem
Empresa mencionada: Grupo Fornecedora
Resultado informado: 87% de reaproveitamento dos resíduos gerados em 2025
Receita direta com destinação correta: R$ 209.690,84
Principal resíduo gerenciado: óleo contaminado
Volume destinado: mais de 122 mil litros
Receita com óleo contaminado: R$ 193.501,25
Referência nacional: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, da Abrema





