Artista participou da inauguração da TV Globo, atuou em novelas históricas e também construiu trajetória como diretor de produções como “Marron-Glacé” e “Os Trapalhões”.
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu aos 83 anos no Rio de Janeiro. O falecimento foi confirmado nesta quarta-feira (2). A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.

Batizado como Epaminondas Xavier Gracindo, o artista nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, e construiu uma carreira que atravessou mais de seis décadas entre teatro, televisão, rádio e cinema. Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, ele seguiu os passos do pai e se tornou um dos nomes conhecidos da dramaturgia brasileira.
Dos palcos à inauguração da TV Globo
Gracindo Jr. iniciou a trajetória artística ainda jovem. Trabalhou na Rádio Nacional e estreou profissionalmente no teatro no início dos anos 1960. Pouco depois, passou também por emissoras como TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi.
Em 1965, integrou o primeiro elenco da TV Globo e participou da inauguração da emissora. No mesmo ano, esteve em “Rosinha do Sobrado”, uma das primeiras novelas exibidas pelo canal. Ao longo das décadas seguintes, tornou-se presença recorrente na teledramaturgia.
Parceria com o pai marcou a televisão

Um dos capítulos marcantes da carreira foi a oportunidade de dividir trabalhos com o pai, Paulo Gracindo. Os dois estiveram juntos em produções como “O Bem-Amado”, novela de Dias Gomes exibida em 1973.
A parceria familiar ganhou outro momento especial em “O Casarão”, de Lauro César Muniz, em 1976. Na produção, pai e filho interpretaram fases diferentes do mesmo personagem, João Maciel.
Ao longo da carreira na Globo, Gracindo Jr. também participou de títulos como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.
Na extinta TV Manchete, o ator viveu Dom Pedro I em “A Marquesa de Santos” e Antônio Sampaio em “Dona Beija”, trabalho no qual contracenou com Maitê Proença.
Gracindo Jr. também fez história como diretor
A atuação diante das câmeras foi apenas uma parte da trajetória de Gracindo Jr. O artista também assumiu funções importantes nos bastidores da televisão.
No fim dos anos 1970, passou a trabalhar na supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo e dirigiu produções como “Memórias de Amor” e “Marron-Glacé”.
Em 1983, assumiu a direção do humorístico “Os Trapalhões”. Gracindo Jr. também esteve ligado à produção dos primeiros videoclipes musicais exibidos pelo “Fantástico” e, anos depois, dirigiu trabalhos como “Explode Coração”, “Você Decide” e episódios de outras atrações da emissora.
Sua trajetória ainda passou por minisséries como “Quem Ama Não Mata”, “Bandidos da Falange”, “Tenda dos Milagres”, “Chiquinha Gonzaga” e “Aquarela do Brasil”.
A morte de Gracindo Jr. encerra a trajetória de um artista que acompanhou diferentes fases da televisão brasileira e construiu uma carreira marcada tanto pela interpretação quanto pela direção.
Serviço
Gracindo Jr.
Nome de nascimento: Epaminondas Xavier Gracindo
Nascimento: 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro
Idade: 83 anos
Falecimento confirmado: 2 de setembro de 2026
Causa da morte: não divulgada
Informações sobre velório e sepultamento: ainda não divulgadas
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