Ator carioca, que já passou por TV, streaming e cinema internacional, vive novo momento na carreira em produção apoiada pela Conspiração Filmes
O ator carioca Pedro Terra vive um novo capítulo em sua trajetória artística. Aos 23 anos, o artista assume seu primeiro papel protagonista no curta-metragem “Ainda que seja festa”, escrito e dirigido por Nibya Gusmão. O projeto conta com apoio institucional da Conspiração Filmes, produtora responsável por “Ainda Estou Aqui”, e marca um momento de amadurecimento na carreira do ator, que já acumula experiências na televisão, no streaming e em produções internacionais.
Preto, nascido e criado na Zona Norte do Rio de Janeiro, Pedro representa uma nova geração de artistas do audiovisual brasileiro que transita entre diferentes linguagens com autenticidade. Além de ator, ele também é cantor e multi-instrumentista. Sua formação artística começou ainda na infância, aos 9 anos, quando ingressou no teatro pela CAL, a Casa das Artes de Laranjeiras. Depois, aprofundou sua relação com a cena por meio do Teatro do Oprimido, experiência que contribuiu para moldar sua visão sobre arte, presença e verdade no palco e diante das câmeras.
A decisão de seguir profissionalmente como ator ganhou força em 2022, a partir de uma experiência inesperada ligada ao parkour. Reconhecido como um dos principais nomes da modalidade no país, Pedro foi convidado para atuar como dublê de ação do protagonista Paulo Lessa na novela “Cara e Coragem”, da TV Globo. A vivência nos bastidores da produção e o contato com grandes nomes da dramaturgia foram determinantes para que ele retomasse os estudos e direcionasse seus esforços à atuação.
“Nessa época, lembro de ter ficado deslumbrado com a atuação dele e da Taís Araújo. Decidi retomar os estudos a partir desse dia”, relembra Pedro.
Desde então, o ator vem construindo uma carreira marcada pela diversidade de personagens e formatos. Na televisão, integrou o elenco da novela “Volta por Cima”, da TV Globo, sob direção de André Câmara, e participou da comédia “Cine Holliúdy 2”, ao lado de Lorena Comparato. No streaming, vive o vilão Lucas Silva no longa “Sala 66”, previsto para chegar em breve à Amazon Prime, além de participar de produções como “A Divisão”, do Globoplay, onde contracenou com Roberta Rodrigues e Silvio Guindane.
Pedro também está no elenco de “Veronika com K”, série com estreia prevista para este ano, na qual interpreta o personagem Vasco. Em sua trajetória, ele ainda acumula uma experiência internacional sob direção dos Irmãos Russo, conhecidos por “Vingadores”. A produção foi gravada na favela de São Carlos, no Rio de Janeiro, e exigiu preparo técnico para contracenar com efeitos especiais que, posteriormente, seriam transformados em robôs gigantes na edição.
O primeiro protagonista
Em “Ainda que seja festa”, Pedro interpreta Gabriel, um jovem que planeja perder a virgindade com a namorada durante sua festa de 20 anos, realizada em uma laje. Em meio aos planos atrapalhados, o personagem chega a fingir que uma operação policial em uma comunidade vizinha faz parte da decoração do evento. O convite para o papel partiu do produtor de elenco, que pensou imediatamente no ator ao ler o roteiro, especialmente por sua habilidade com o tempo de comédia.
Para Pedro, o trabalho representa uma virada pessoal e profissional. O processo de construção do personagem envolveu preparação de elenco, estudos individuais e a criação das relações afetivas de Gabriel com a namorada, a mãe e os amigos.

“O processo de criação do personagem, tanto na preparação de elenco quanto meu processo sozinho em casa, foi muito especial. Foi lindo descobrir de pouquinho em pouquinho quem era esse menino, construir a relação dele com a namorada, com a mãe, com os amigos. Esse projeto definitivamente mudou minha vida como ator e como pessoa também”, afirma.
As filmagens também renderam conexões importantes com o elenco. Pedro destaca a parceria com Gabriel Luiz, que se tornou um grande amigo, e com Laryssa das Núpcias, seu par romântico no curta. Segundo ele, a troca entre os atores foi essencial para dar naturalidade às relações retratadas na obra.
“O Gabriel Luiz virou um grande amigo. Criamos uma relação muito íntima, que vai ficar nítida para o espectador. Foi maneiro também trabalhar com a Laryssa das Núpcias, que é meu par romântico. A gente criou uma relação carinhosa e trocamos muito sobre o que era confortável para cada um. Acredito que toda a troca que tivemos contribuiu para que as relações entre os personagens fossem bastante críveis”, conta.
Com expectativa de estreia nos cinemas e circulação por festivais nacionais e internacionais, “Ainda que seja festa” aposta em uma estética brasileira e em uma narrativa conectada à realidade do país. Pedro acredita que o público será surpreendido pelo desenvolvimento da história e pelo cuidado visual da produção.
“Acho que o público vai ficar muito surpreso no andamento do filme. Buscamos trazer muito da realidade brasileira mesmo, coisas que só tem no Brasil”, pontua o ator.
Livre, entregue e em busca de personagens que desafiem sua sensibilidade artística, Pedro Terra afirma que deseja seguir participando de projetos grandiosos, capazes de alimentar sua trajetória no audiovisual brasileiro e também abrir caminhos no cinema internacional.
Crédito das imagens: Lucas Gatto





