Exposição abre neste sábado, 12 de setembro, em Fortaleza, e reúne trabalhos desenvolvidos pelo GAEIC/IMAGINE-UFC a partir de narrativas pessoais, pertencimento e fotografia contemporânea.

A exposição “Territórios de si: a pausa e o sonho” abre neste sábado, 12 de setembro, às 10h, no Museu da Fotografia Fortaleza (MFF), na Varjota. A mostra propõe uma experiência visual construída a partir de memórias, afetos, sonhos e experiências pessoais, aproximando a fotografia contemporânea de discussões sobre identidade e pertencimento.
Realizada em parceria com o Grupo de Análises e Estudos da Imagem Contemporânea (GAEIC/IMAGINE-UFC), a exposição permanece em cartaz até 11 de outubro. O projeto marca ainda a primeira vez em que uma exposição resultante do trabalho educativo desenvolvido pelo museu ocupa o espaço principal do equipamento.
As obras surgem dos processos criativos e de autoconhecimento desenvolvidos no ciclo de 2025 do GAEIC. O grupo integra o IMAGINE, Núcleo de Estudos do Imaginário Sensível, ligado à Universidade Federal do Ceará (UFC), e mantém atuação relacionada à investigação da imagem, fotografia e construção de narrativas de si.
Fotografia como território de memória
Em “Territórios de si”, registros do cotidiano, experimentações visuais e composições abstratas formam um percurso que investiga a maneira como as imagens participam da construção e da reorganização das histórias que cada pessoa produz sobre si mesma.
O conceito de território aparece para além de uma delimitação física. Na exposição, ele assume caráter simbólico e afetivo, funcionando como uma espécie de mapa formado por lembranças, referências culturais, experiências e diferentes formas de pertencimento.
Esta é a segunda edição da pesquisa desenvolvida pelo grupo. Depois de trabalhar a paisagem como metáfora, o GAEIC direciona o olhar para esses territórios subjetivos e para as relações estabelecidas entre indivíduo, memória e imagem.
Entre a pausa e o sonho
O percurso expositivo é estruturado a partir de dois movimentos centrais. O primeiro é a pausa, apresentada como uma interrupção no ritmo cotidiano e um convite para que o visitante permaneça diante das fotografias com mais atenção.
A proposta é estabelecer um encontro entre as experiências presentes nas obras e as próprias lembranças de quem percorre a exposição, transformando a observação em parte do processo de construção de sentidos.
O segundo movimento é o sonho. Nesse campo, a fotografia ultrapassa sua função estritamente documental e se aproxima da imaginação, da fabulação e das construções oníricas.
As imagens passam a revelar experiências subjetivas e memórias que nem sempre encontram lugar em registros oficiais, abrindo outras possibilidades para interpretar histórias individuais e coletivas.
Olhar para dentro por meio da imagem
Curador da exposição e coordenador do GAEIC, Fernando Luís Maia da Cunha destaca a capacidade da fotografia de estabelecer pontes com diferentes universos interiores.
“É nesse silêncio partilhado, entre o despertar e o onírico, que a fotografia revela sua maior força: o poder de ressignificar o humano em toda sua inapreensível complexidade”, afirma.
Professor da Universidade Federal do Ceará e pesquisador ligado ao campo da fotografia e das narrativas de si, Fernando Maia da Cunha coordena um trabalho que aproxima criação artística, pesquisa acadêmica e processos de autoconhecimento.
Com a nova exposição, o Museu da Fotografia amplia esse diálogo ao levar para seu espaço principal uma produção construída a partir da investigação da identidade, da memória e das formas pelas quais cada pessoa cria seus próprios territórios internos.
Serviço
Exposição “Territórios de si: a pausa e o sonho”
Abertura: sábado, 12 de setembro, às 10h
Visitação: de 12 de setembro a 11 de outubro
Local: Museu da Fotografia Fortaleza (MFF)
Endereço: Rua Frederico Borges, 545, Varjota, Fortaleza
Realização: GAEIC/IMAGINE-UFC e Museu da Fotografia Fortaleza
Curadoria: Fernando Luís Maia da Cunha
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